Quando falamos em coquetéis, temos sempre uma tríade que sustenta a cena: bartender, coquetéis clássicos e coquetéis de autor.
Bartenders São verdadeiros “contadores de histórias”, oferecendo uma experiência que vai além da bebida em si, contando a história de cada ingrediente e envolvendo os clientes em todo o processo.
Clássicos São aqueles coquetéis que você sempre espera encontrar no cardápio e nos bons bares. Serão sempre muito parecidos: Negroni, Manhattan, Dry Martini, entre outros nomes conhecidos. Estes nunca saem de moda, são atemporais.
Já o coquetel exclusivo sempre buscou transformações para refletir as demandas do mercado e dos clientes, que mudam a cada geração. Tivemos diversas tendências ao longo dos anos e poucas se consolidaram, embora uma ou outra bebida tenha se tornado um “clássico”.
Tendências para 2025
Para 2025, entendo que os bares tentarão trazer experiências mais conscientes, sustentáveis e inovadoras. Cascas de frutas, sementes e outros subprodutos que antes eram descartados estão sendo reaproveitados em criações, como xaropes e bitters caseiros.
No nosso país, esta tendência é amplificada pela vasta biodiversidade. Ingredientes nativos da Amazônia, como cupuaçu, jambu e priprioca, ganharam destaque em bares de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Estabelecimentos como o Bronzeado e o Picona capital paulista, adotaram práticas “desperdício zero”E utilizou ingredientes locais de forma sustentável, criando coquetéis que respeitam o meio ambiente sem sacrificar o sabor.
Uma tendência crescente fora do Brasil são os coquetéis sem álcool à base de produtos que lembram o original, como os da marca britânica Seedlip. Atualmente não temos essa linha de produtos em nossas prateleiras, mas bares de São Paulo como Guarita e o SubAstor estão a explorar cocktails refrescantes e complexos com baixo teor alcoólico ou “mocktails” – criações sem álcool, acompanhando o aumento da procura por bebidas mais saudáveis e adaptadas a um estilo de vida consciente.
A proximidade entre bares e pequenos produtores também é uma tendência crescente, com iniciativas “farm to bar”, que promovem a utilização de ingredientes orgânicos e frescos diretamente da fonte, criando uma cadeia de abastecimento mais ética e sustentável.

Técnicas e tecnologia culinária
Agora, algo que certamente fará parte dos bares em 2025 é o adaptação de técnicas culinárias e o uso de tecnologia. Bares de coquetéis sofisticados já usam centrífugas, máquinas de infusão a vácuo e impressoras 3D para criar bebidas com camadas complexas e visualmente atraentes.
A introdução da tecnologia não só melhora a eficiência, mas também permite uma nova camada de criatividade, transformando os cocktails em verdadeiras obras de arte e permitindo o aproveitamento integral dos ingredientes sem desperdícios.
Isto pode não ser visível ao cliente num primeiro momento, mas certamente será sentido no paladar, onde novos sabores e texturas surgem e enriquecem a experiência. Bares como A loja de bebidas e o Excelênciaem São Paulo, estão na vanguarda dessa tendência.
Seja no seu bom e correto Old Fashioned ou na sua assinatura cambuci, uvaia e coco, vejo o ano de 2025 com bons óculos, quero dizer, olhos para quem frequenta a cena e espera novidades – e obviamente um bom drink. Saúde!
Sobre Marcelo Cury

Médico, crítico e consultor no mercado de bebidas, Marcelo Cury trabalhou como colunista regular nas revistas Playboy, Gosto e Carbono. Colaborou também com importantes títulos brasileiros, como as revistas VIP, GQ e Prazeres da Mesa, e com os jornais Folha de São Paulo e Estadão. Em seu Perfil do InstagramMarcelo compartilha os coquetéis que aprecia em diversos bares, principalmente nos bares de São Paulo.
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