Em julgamento no plenário virtual do Tribunal, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta segunda-feira (2), para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes para suspender a operação do X (antigo Twitter), do bilionário Elon Musk, no Brasil.
Maioria do colegiado foi consolidada nesta manhã, com voto do ministro Cristiano Zanin. Antes dele, o próprio Moraes e o ministro Flávio Dino já haviam se manifestado a favor da suspensão do palanque.
Moraes alega que X descumpre a legislação brasileira ao não obedecer às ordens do próprio Supremo Tribunal Federal para nomear um representante legal no país. O ministro colocou o caso em pauta na Primeira Turma do STF, formada por 5 membros – mas não no plenário, que tem 11 componentes.
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A análise acontece no plenário virtual, e os ministros têm 24 horas para registrar seus votos no sistema eletrônico da Corte. Esse período termina às 23h59 desta segunda-feira (2).
O primeiro a votar o caso foi o próprio Moraes, que, logicamente, confirmou os termos de sua decisão de suspender a rede social no Brasil.
Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda terão que votar. A tendência é que a suspensão de X seja confirmada por unanimidade.
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Os primeiros votos
“Diante de todo o exposto, voto pela homologação da decisão relativa à suspensão imediata, completa e integral do funcionamento do remunerado e designada em juízo o representante pessoa física ou jurídica em território nacional. No caso de pessoa jurídica, deverá ser indicado também o seu gestor administrativo”, diz Moraes em seu voto.
O ministro também reiterou a determinação de aplicação de multa diária de R$ 50 mil “às pessoas físicas e jurídicas que praticarem conduta para fraudar decisão judicial, com uso de subterfúgios tecnológicos (como, por exemplo, VPN) para a continuidade do uso e comunicações por ‘X’, enquanto durar a suspensão, sem prejuízo de outras sanções civis e criminais, nos termos da lei”.
O ministro Flávio Dino registrou seu voto no sistema eletrônico da Corte na manhã desta segunda-feira. Segundo o ministro, “o poder económico e o tamanho da conta bancária não dão origem a estranhas imunidades de jurisdição”.
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“A liberdade de expressão é um direito fundamental que está umbilicalmente ligado ao dever de responsabilidade. O primeiro não pode viver sem o segundo, e vice-versa, em limitação recíproca aos contornos de um e de outro”, notou Flávio Dino no seu voto.
“Essa seletividade arbitrária aumenta a repreensibilidade da conduta empresarial, pois a afasta da esfera do empreendedorismo e a coloca no plano da pura politicagem e da demagogia. Diante de tudo isso, é poder e dever do juiz atuar para garantir a força inatacável do sistema jurídico”, continua o desembargador.
“Voto a favor da decisão, tal como proposta pelo relator, sem prejuízo de futuro e imediato reexame com vista a eventual correção da conduta ilícita da empresa em causa”, concluiu Dino.
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Entenda o duelo Moraes x Musk
Na quinta-feira (29), Moraes foi chamado de “tirano” e “ditador” por Musk, em uma série de publicações feitas pelo empresário em sua conta oficial do X.
Musk criticou a decisão de Moraes de bloquear todos os recursos financeiros da Starlink Holding – grupo pertencente ao bilionário – no Brasil. A decisão do magistrado foi tomada no dia 18 de agosto.
Moraes decidiu bloquear os valores financeiros da empresa para garantir o pagamento das multas aplicadas pela Justiça brasileira a X.
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No mesmo dia 18, Musk informou que X encerraria suas operações no Brasil por causa de uma série de decisões de Moraes que, segundo o bilionário, estariam censurando a plataforma.
O cerco do STF a Musk e X aumentou desde a noite de quarta-feira (28), quando Moraes estabeleceu o prazo de 24 horas para a empresa nomear um representante legal no Brasil.
A convocação ao Supremo, curiosamente, teve que ser feita justamente pela rede social. A OX fechou seu escritório no país e, segundo o STF, não possui representante legal em território brasileiro.
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Em postagem em sua conta oficial na plataforma, Elon Musk ironizou Alexandre de Moraes e exibiu uma imagem, produzida por inteligência artificial, que compara o ministro do STF a vilões dos filmes “Harry Potter” e “Star Wars”.
Na noite desta quinta, X publicou nota informando que não cumprirá as determinações de Moraes e aguarda decisão do Judiciário brasileiro de bloqueio da plataforma. O prazo dado pelo ministro do STF para que a empresa indique o representante legal no país terminou às 20h07 desta quinta-feira.
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