Menos de 2 meses a partir eleições municipaiscujo primeiro turno ocorre no dia 6 de outubrocom quase 156 milhões de eleitores aptos a votar em todo o país, os partidos políticos se mobilizaram para solicitar à Justiça Eleitoral o registro de candidaturas para prefeito, vice-prefeito e conselheirocujo prazo terminou nesta quinta-feira (15).
Segundo dados oficiais da plataforma de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (Divulgação), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 30 mil candidatos a prefeito e vice-prefeito apresentaram seus pedidos de inscrição.
Para vereadores, foram solicitados 416.915 nomes para se inscreverem para disputar as eleições deste ano. Pelas regras eleitorais, os partidos ou federações podem lançar um total de candidatos até 100% das vagas a preencher em cada conselho municipal mais uma – número menor do que na última eleição, quando o limite máximo era de 150%. Isto não restringiu o lançamento de aplicações “off the deck”.
Como costuma acontecer a cada eleição, os partidos apostam muitas vezes nos chamados “outsiders” – figuras conhecidas do grande público e que não fazem parte do quotidiano político do partido – para angariar uma legião de votos e impulsionar o desempenho dos partidos nas eleições. a corrida. municipal. Isso porque, no sistema proporcional (utilizado para eleger vereadores, deputados federais, estaduais e distritais), a distribuição das cadeiras leva em consideração primeiro o total de votos recebidos pelas siglas.
Entre os chamados “puxadores” de votos, não faltam personalidades do showbiz, figuras do mundo da televisão e do entretenimento e celebridades, que disputam espaço com nomes mais tradicionais do meio político.
“Milei Paulista”: do YouTube às urnas
Em São Paulo (SP), maior colégio eleitoral do país (com mais de 9 milhões de eleitores), um dos candidatos “diferentes” a vereador é o empresário e YouTuber Paulo Kogosque disputará a eleição pelo União Brasil (partido resultante da fusão entre DEM e PSL).
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Seja nas redes sociais ou em aparições públicas, Kogos se apresenta como “Javier Milei Paulista” – em alusão ao presidente da Argentina, um dos símbolos da nova direita latino-americana, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Até mesmo em sua foto, disponível na página de cadastro do aplicativo no site do TSE, o empresário se parece muito com Milei, com cabelos desgrenhados, costeletas compridas e traje formal, como se fosse, de fato, um chefe. de Estado. Kogos também apareceu usando uma faixa presidencial argentina, para imitar o líder do governo do país vizinho. O nome na cédula, porém, não terá qualquer ligação com o chefe de Estado.
Aos 38 anos, o influenciador digital costuma dizer que está na “extrema direita”. Ele também se define como “libertário”, “anarcocapitalista” e “católico sedevacantista” – que não reconhece a autoridade do Papa Francisco, sumo pontífice da Igreja Católica, muitas vezes associado por setores da direita ao campo progressista. Em postagens antigas nas redes sociais, Kogos já chamou Francisco de “terrorista” e “maçom fantasiado”. Nas eleições de 2022, concorreu a deputado estadual em São Paulo, pelo PTB, mas não foi eleito.
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Homônimos e apelidos curiosos
Como normalmente acontece a cada 4 anos, principalmente nas disputas por vagas nas Câmaras Municipais, as eleições de 2024 estão repletas de candidatos que aproveitam nomes mais famosos ou figuras icônicas da história para se lançarem na disputa eleitoral.
No município de Ipiranga (PR), por exemplo, a dentista Joana d’Arc Correia Rodrigues, de 42 anos, é candidata a vereadora pelo PL. Ela é homônima da lendária Joana d’Arc (1412-1431), camponesa francesa que acabou canonizada pela Igreja Católica. A Joana D’Arc “original” é considerada uma heroína na França, por causa de seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos.
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Em Piratini (RS), o vereador Jimmy Carter Porto Gonçalves (MDB), de 45 anos, buscará a reeleição. Ele tem o mesmo nome do 39º presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, que governou o país entre 1977 e 1981. O ex-presidente norte-americano, eleito pelo Partido Democrata e que cumpriu um único mandato na Casa Branca, tem 99 anos. .
Na cidade de Balsas (MA), Gabriel Alves Macelino (PP), de 27 anos, tentará a sorte nas urnas, pela primeira vez, sob o apelido de “Repórter Gabigol”. Ele é jornalista e escritor e usa o apelido que tornou famoso um dos jogadores de futebol mais conhecidos do Brasil, o atacante ídolo do Flamengo Gabriel Barbosa.
Mulher de ex-compatriota, defensora de animais e ex-lutadora de MMA
Entre os candidatos para ocupar vagas na Câmara Municipal da maior cidade do Brasil estão nomes como a ativista, apresentadora e escritora Marina Zatz de Camargo, que ganhou notoriedade como Luisa Mell. Aos 45 anos, o defensor da causa animal também aparece na lista de candidatos do União Brasil e é apontado como potencial “puxador” de votos para o partido.
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Luisa Mell foi apresentadora de programas de TV como Show tardio, Estação para animais de estimação e Fama na TValém do Comunidade de Animaisem Rádio Bandeirantes. A prioridade de seu eventual mandato no Legislativo paulista, como esperado, é a ação em favor dos animais.

Também concorrendo a uma vaga de vereador pelo União Brasil, Zilu de Almeida Godoy Camargo É ex-esposa do cantor sertanejo Zezé di Camargo e mãe da cantora Wanessa Camargo. Aos 66 anos, ela fará sua estreia nas urnas.
Zilu separou-se de Zezé em 2012, após quase 30 anos de casamento. O ex-casal teve uma série de desentendimentos públicos e o caso foi parar na Justiça. Ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Zilu declarou possuir um total de R$ 8,6 milhões em bens.
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Ainda na capital paulista, o PL (partido de Bolsonaro), que apoiará a candidatura à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB)apresentou uma lista com mais de 50 candidatos a vereador. A lenda aposta, entre outros nomes, no ex-lutador de MMA Felipe Sertanejoque já participou do programa A Fazenda, do Gravação de TVum dos principais reality shows da TV brasileira. Segundo o presidente nacional do PL, o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, o partido pretende conquistar cerca de 10 cadeiras na Câmara Municipal de São Paulo – em 2020, foram apenas duas eleitas. Hoje, a bancada do partido conta com 5 vereadores, entre eles Fernando Holiday, ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que não concorrerá à reeleição.

Mães de Isabella Nardoni e Yves Ota e pai de Liana Friedenbach competem
A disputa por vagas na Câmara Municipal da capital paulista também contará com nomes que ficaram conhecidos dos brasileiros devido às tragédias que os afetaram e sensibilizaram o país. O mais emblemático é o de Ana Carolina Oliveiramãe de Isabella Nardoni, brutalmente assassinada em 2008, com apenas 5 anos.
Segundo investigações policiais, Isabella foi atirada de uma janela do 6º andar de um prédio na zona norte de São Paulo. O pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados por homicídio culposo. Hoje, cumprem pena em regime semiaberto.
Candidata a vereadora pelo Podemos, Ana Carolina promete colocar o combate à violência infantil no topo do seu potencial mandato. A plataforma é a mesma da empresária Keiko Ota, que, assim como o marido, já tem experiência na política – mãe do menino Ives Ota, sequestrado e morto em 1997, aos 8 anos, já teve 2 mandatos em Câmara dos Deputados, entre 2011 e 2019.
Seu marido, Masataka Ota, foi vereador na capital paulista por 2 mandatos consecutivos, de 2013 a 2020. Faleceu em fevereiro de 2021, aos 63 anos, vítima de câncer. Candidata a vereadora pelo Podemos em 2024, Keiko também teve passagens pelo PSB e PMDB/MDB.
Outro candidato a vereador com experiência política é o advogado Ari Friedenbachque tentará ser eleito pelo PSOL. Sua filha, Liana Friedenbach, foi assassinada em novembro de 2013, aos 16 anos, junto com o namorado, Felipe Caffé, de 19. O casal estava acampado em uma área de mata em Embu Guaçu (SP).
Os adolescentes foram sequestrados e mortos por Paulo César da Silva Marques, conhecido como pernambucano, e Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha. Ari foi eleito pela primeira vez em 2012, pelo PPS (atual Cidadania). Em seu único mandato, foi defensor da redução da maioridade penal, mas acabou mudando de posição e agora é contra essa mudança na legislação.
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Primo de Ustra deve competir em Porto Alegre
No Rio Grande do Sul, o tenente-coronel do Exército Marcelo Ustra da Silva Soares (PL) será candidato a vereador na capital gaúcha e conta com o apoio de Jair Bolsonaro.
Ele é primo do ex-coronel da ativa Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por ter chefiado centros de tortura durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985), e bisneto de Celanira Martins Ustra, avó de Brilhante Ustra.
No pedido de inscrição feito à Justiça Eleitoral, o candidato apresentou “Tenente Coronel Ustra” como seu nome na cédula.
Nas redes sociais, Marcelo elogia a biografia do primo e diz que Ustra era o “pavor de Dilma Rousseff”, ex-presidente da República (2011-2016). Dilma foi uma das vítimas da tortura praticada pelos militares nos porões da repressão.
A expressão “o pavor de Dilma Rousseff” foi utilizada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro, em 2016, no plenário da Câmara dos Deputados, durante a votação do impeachment que acabaria por afastar o petista da Presidência da República.
Marcelo Ustra fez parte do governo Bolsonaro (2019-2022), integrando o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Recentemente, ainda como pré-candidato do PL a vereador, acompanhou o ex-presidente em compromissos públicos em Porto Alegre.
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