Uma semana após confirmar o congelamento de R$ 15 bilhões do Orçamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editado, nesta terça-feira (30), decreto detalhando as áreas do governo em que ocorrerão os bloqueios (R$ 11,17 bilhões) e contingências (R$ 3,84 bilhões) de recursos.
O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), mostra contenção a diversos órgãos do governo federal − além de congelamento de recursos destinados à comissão parlamentar (RP 8) e bancada (RP 7) alterações.
Do lado dos recursos bloqueados, R$ 7,078 bilhões são despesas discricionárias do Poder Executivo e R$ 3,277 bilhões são recursos discricionários da nova edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os R$ 816,4 milhões restantes são oriundos de emendas de comissões do Congresso Nacional.
Quanto ao contingenciamento, são R$ 2,179 bilhões em despesas discricionárias do Poder Executivo que não serão comprometidas, R$ 1,223 bilhão do PAC. Neste caso, as emendas da comissão parlamentar sofrerão um congelamento de R$ 278,9 bilhões e as emendas da bancada, R$ 153,6 milhões. Clique aqui para acessar o decreto completo.
Os principais alvos das contenções foram os ministérios da Saúde (R$ 4,419 bilhões), Cidades (R$ 2,133 bilhões), Transportes (R$ 1,512 bilhão), Educação (R$ 1,284 bilhão) e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate Fome (R$ 924 milhões). Juntas, as 5 pastas respondem por 68% do congelamento de recursos.
Os órgãos sujeitos a cortes de gastos terão até o dia 6 de agosto para adotar medidas de ajuste e realizar o procedimento de indicação dos programas e ações a serem bloqueados. Segundo o governo, as despesas bloqueadas podem ser substituídas pelas agências a qualquer momento, a menos que estejam sendo utilizadas para fins de abertura de crédito no momento da solicitação da agência.
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No caso de emendas de bancada, haverá um ajuste proporcional para uma divisão igualitária das representações no parlamento. Já emendas individuais de parlamentares ficaram de fora do contingenciamento.
O texto é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos secretários executivos do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães. Os dois ficam temporariamente no comando das respectivas pastas durante as férias dos ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB).
o que está em jogo?
O bloqueio visa respeitar a regra de limite de gastos públicos para 2024. Conforme estabelecido no novo marco fiscal, as despesas de um ano devem apresentar crescimento real entre 0,6% e 2,5% em relação às despesas do ano anterior (com o fator exato definido com base sobre o comportamento das receitas nesse período). Mas como a evolução das despesas obrigatórias superou as projeções feitas na Lei Orçamentária Anual (LOA), o bloqueio das despesas discricionárias se faz necessário como forma de compensação para respeitar o “teto”.
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O contingenciamento visa cumprir a meta de resultado primário − que este ano é de déficit zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), o que na prática permite um desequilíbrio de até R$ 28,756 bilhões nas contas públicas .
Na avaliação de especialistas em contas públicas, os movimentos caminharam na direção de um ajuste necessário, mas não são suficientes para garantir o alcance das metas. Conforme salientaram membros da equipa económica, a contingência apenas ocorreu no valor que ultrapassou a faixa inferior do objetivo estabelecido. Isso indica a necessidade de um esforço ainda maior para buscar o centro da meta – que pode ser reforçado em caso de receitas frustradas ou despesas superiores às projetadas.
No último Relatório de Acompanhamento de Receitas e Despesas Primárias (RARDP), referente ao terceiro bimestre, divulgado na semana passada, a equipe econômica do governo revisou a estimativa do resultado primário de um déficit de R$ 14,49 bilhões para um desequilíbrio de R$ 32,60 bilhões. . Por isso foi necessário anunciar um contingenciamento de R$ 3,84 bilhões, empurrando a projeção do resultado para o limite de R$ 28,756 bilhões.
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Apesar de insuficientes, as medidas confirmadas nesta terça devem provocar insatisfação em Brasília. Em tese, os bloqueios e contingências podem ser desfeitos caso haja volume de despesas inferior ao esperado nos meses subsequentes (no primeiro caso) e/ou ganhos de receitas (no segundo caso). Portanto, a equipa económica considera difícil a menos que os bloqueios sejam levantados ao longo do ano.
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