A decisão do ex-presidente Donald Trump anunciar o senador JD Vance (Partido Republicano, Ohio) como vice-presidente em sua chapa para as eleições dos Estados Unidos reforça a percepção de que uma possível trégua na tensão política local tem vida útil curta, segundo Ryan Bohl, analista sênior de geopolítica da consultoria americana RANE.
Em entrevista concedida a InfoMoney Nesta segunda-feira (15), o especialista disse que, apesar das apostas por discursos menos conflituosos na Convenção Nacional do Partido Republicano, que selará esta semana a candidatura de Trump à Casa Branca, os efeitos da polarização devem voltar em breve à tona com o avanço das campanhas.
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“No curto prazo, há um apelo de ambas as campanhas para relaxar a retórica. (…) Agora, no longo prazo, será mais difícil sustentar esta posição”, avalia Bohl. Ele sustenta que, desde o ataque contra Trump, no último sábado (13), não houve mudanças estruturais nas percepções das diferentes forças políticas do país.
“Poucas ideias foram alteradas por este evento. Vários estereótipos foram reforçados em diversas direções. A esquerda já acredita no que vai acreditar e a direita já acredita no que vai acreditar, e não existe mais centro-esquerda nos EUA”, afirma o especialista.
“Como resultado, as campanhas voltarão a ser conflitantes. Aposto que, daqui a cerca de um mês, quando um novo ciclo continuar a avançar, Biden voltará a chamar Trump de ditador, autoritário, e Trump voltará a chamar Biden de muito fraco, traidor dos Estados Unidos”, afirmou. apostas.
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Nesta segunda-feira (15), apenas dois dias depois de ser atingido de raspão por um tiro durante um comício em Butler (estado da Pensilvânia), Trump anunciou JD Vance para ser seu companheiro de chapa nas eleições presidenciais americanas. Vance, de 39 anos, já foi um crítico ferrenho do ex-presidente, mas os dois se aproximaram durante as eleições em que o agora vice-presidente conquistou uma cadeira no Senado. No Legislativo, tornou-se porta-voz das posições de Trump, questionando inclusive a legitimidade das eleições de 2020, que selaram a vitória de Joe Biden, que agora busca a reeleição.
Para Bohl, a escolha reforça a tendência beligerante das campanhas para a corrida presidencial na maior economia do mundo. “Obviamente, JD Vance foi escolhido muito antes da tentativa de assassinato. E essa escolha foi claramente feita olhando para a base [republicana]“, observa.
“Ele é muito popular entre a base republicana, muitas de suas ideias são populares, como América primeiro (EUA primeiro, lema da campanha de Trump), crenças num governo com poderes fortes, particularmente o poder da Presidência para remodelar a cultura americana para favorecer a direita. Todas são políticas muito conflituosas e muito divisivas. Isto reforça porque não espero que Trump consiga manter o tom moderado. Apenas 3 dias se passaram desde a tentativa de assassinato. Será mais fácil que este discurso imediato pareça conciliatório, [mas] será difícil para ele se manter conectado nos próximos meses”, continua o especialista.
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De acordo com Bohl, os candidatos à vice-presidência na política americana tradicionalmente trazem agendas mais radicais para as campanhas, que os detentores de chapas normalmente têm menos espaço para expressar. Mas este não parece ser o caso do desenho costurado para a campanha republicana de 2024. “Podemos esperar que JD Vance consiga dizer coisas mais radicais, por exemplo. Mas Trump gosta de ser a estrela do seu próprio espetáculo”, finaliza.
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