O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu, nesta terça-feira (11), pela devolução de parte da Medida Provisória (MP) do PIS/Cofins.
“O que se percebe na parte substancial dela (da MP) é uma inovação com a mudança nas regras tributárias que geram enorme impacto no setor produtivo, sem observar a regra constitucional da ‘noventena’”, afirmou Pacheco, também presidente do Senado.
A “noventena”, explicou Pacheco em discurso, é a norma constitucional que define que uma regra sobre contribuições só poderia ser válida 90 dias após a publicação da lei que a dispõe, o que não incluiria MP apresentada pelo governo.
O anúncio foi feito por Pacheco no plenário do Senado. Ao lado dele estava o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
“Reitero o nosso absoluto respeito ao Poder Executivo, porque esta relação de harmonia, respeito e independência é absolutamente saudável”, frisou.
Os trechos da MP do Equilíbrio Fiscal, como foi chamada pelo governo, devolvidos por Pacheco dizem respeito a restrições ao uso de créditos de PIS e Cofins.
Permanecem mantidos os trechos que determinam que as empresas beneficiadas com benefícios fiscais devem prestar informações sobre eles à Receita Federal, sob risco de multa sobre o faturamento bruto.
“Não há dúvidas sobre a legitimidade e o quanto é recomendável que o Poder Executivo e a Receita Federal criem regras de transparência, regularidade e exigência de regimes especiais”, afirmou Pacheco.
Medida Provisória
Apresentada na semana passada pelo Ministério da Fazenda, a Medida Provisória do PIS/Cofins visa compensar a desoneração da folha de pagamento em 17 setores da economia e municípios.
A Medida Provisória propõe que os créditos tributários e as contribuições previdenciárias sejam utilizados para esse fim, reduzindo sua utilização, pelos setores econômicos, para outros pagamentos que não o PIS e a Cofins.
A medida provocou reações de setores econômicos, que acusaram o governo de falta de diálogo, falta de preocupação com a redução de despesas e aumento da insegurança jurídica.
Para Pacheco, a devolução é uma medida sensata tanto do ponto de vista constitucional, como político e económico.
“Se alguma regra tiver que ser alterada, deve ser dentro da previsibilidade, dentro dos prazos e obedecendo a esses critérios”, afirmou.
Em mensagem aos setores econômicos, Pacheco pediu “compreensão” e afirmou que “não há nenhum tipo de adversidade” entre o Congresso e o governo federal.
“Continuar investindo, acreditar no Brasil, gerar emprego e renda, porque é tudo o que queremos para o nosso país”, declarou.
Isenção
Congresso e governo devem chegar a um acordo sobre a agenda de desoneração da folha de pagamento até 17 de julho, prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após suspender liminar que bloqueava a medida.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendeu temporariamente, no final de abril, trechos da prorrogação da isenção até 2027, após ser provocado pela Advocacia-Geral da União (AGU).
Seguindo o entendimento da AGU, Zanin concordou que não houve a devida avaliação do impacto orçamentário da medida, com previsão de compensação – agora discutida pelos Poderes.
Nos cálculos do Tesouro, a prorrogação da isenção da folha de pagamento para setores econômicos e também municípios gerará um impacto orçamentário de R$ 26,3 bilhões em 2024.
Com a MP que restringe os créditos do PIS/Cofins, segundo texto apresentado na semana passada, o departamento espera arrecadar R$ 29,2 bilhões.
Compartilhar:
bmg consultar proposta
banco bmg brasilia
bmg aracaju
emprestimos funcionarios publicos
qual o numero do banco bmg
simulador empréstimo consignado servidor público federal
whatsapp do bmg
telefone bmg 0800
rj emprestimos
melhor emprestimo consignado
simulador emprestimo funcionario publico
consignado publico