O projeto de lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que tramita na Câmara, daria aos casais do mesmo sexo direitos iguais aos concedidos aos casais formados por um homem e uma mulher.
O PL Nº 580, de 27 de março de 2007, foi escrita pelo então deputado Clodovil Hernandes. Já falecido, Clodovil era membro do PTC em São Paulo na época da proposta.
O texto do projeto acrescenta à lei Nº 10.406, de 2002, a possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo poderem constituir uma união entre pessoas do mesmo sexo, através de um contrato em que regem as suas relações patrimoniais. Prevê ainda que o companheiro do mesmo sexo participará da sucessão do outro, no que diz respeito aos bens adquiridos durante a união estável.
História na Justiça
O casamento entre pessoas do mesmo sexo é praticado no Brasil há pelo menos 13 anos.
Em maio de 2011, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4.277, equiparou as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres, reconhecendo assim a união homoafetiva como núcleo familiar.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Resolução nº 175, a partir de maio de 2013, passou a obrigar os Cartórios de Registro Civil de todo o país a realizarem casamentos entre pessoas homossexuais.

História no Congresso
Em andamento há mais de 17 anos, o projeto do ex-deputado Clodovil Hernandes mudou diversas vezes de relator. Passou pela extinta Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), substituída pela atual Comissão de Seguridade Social, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF). Desde o fim do passado, está na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR).
Atualmente, é reportado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que assumiu o cargo no início de junho de 2024, após coordenação com a presidente da Comissão, Daiana Santos (PCdoB-RS), para que o relator ter alguém que representasse a comunidade LGBTQIA+.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), a deputada Érika disse que o objetivo de seu relatório é transformar em lei o casamento para pessoas LGBTQIA+, já permitido pelo STF.
Se aprovada pela Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR), a proposta ainda deverá ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de onde seguirá para o Senado.
Conflitos
O projeto de casamento entre pessoas do mesmo sexo gera polêmica entre alas conservadoras e progressistas.
Durante a tramitação na Câmara, o deputado Pastor Eurico (PL-PE), quando o relator, alegou que o Supremo Tribunal Federal, ao reconhecer as uniões homossexuais, usurpou a competência do Congresso Nacional. Ele disse ainda que a decisão foi baseada em propósitos ideológicos. Para o deputado, as relações estabelecidas entre pessoas do mesmo sexo não devem ter protecção especial do Estado, pois não se destinam à procriação.

Sua proposta, anexa ao PL 580, diferentemente da proposta original, proibia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social, da Infância, da Adolescência e da Família (CPASF), em outubro de 2023. Na ocasião, houve protesto de integrantes da sociedade civil, que foram afastados da comissão.
Direitos
Se aprovado pelas duas casas do Congresso, o casamento entre pessoas do mesmo sexo permitiria ao casal, por exemplo, adotar ou não o sobrenome do cônjuge e escolher o regime de bens. Além disso, seria autorizada a inclusão do dependente em plano de saúde; pagamento de pensão alimentícia, quando devida; o recebimento de pensão por morte e o direito à herança, entre outros direitos que os casais heterossexuais já possuem.
A adoção de crianças por casais gays, permitida pelo Supremo Tribunal Federal desde 2015, ainda enfrenta desafios na prática, como burocracia e processos lentos.
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