A procura dos passageiros pelo transporte público por autocarro diminuiu mais de 30% nos últimos sete anos. É o que revela levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgado nesta quarta-feira (7).
Anteriormente, 45,2% dos brasileiros usavam ônibus para se locomover; agora, é de 30,9%. Este é um nível semelhante ao das pessoas que preferem carros (29,6%).
A pesquisa aponta que os serviços de transporte baseados em aplicativos, mesmo apresentando custos mais elevados para os passageiros, têm se caracterizado como concorrentes relevantes na disputa nesse mercado. A procura por esse tipo de serviço saltou de 1% em 2017 para 11%.
Além disso, segundo a pesquisa, o transporte por aplicativos vem ganhando espaço entre a população de baixa renda. Entre as pessoas que substituíram os ônibus por essa modalidade, mais de 56% pertencem à classe C e 20% às classes D/E.
“A partir desse cenário, observa-se que a baixa demanda [dos ônibus] tende a reduzir o capital de giro das operadoras, o que impõe dificuldades em aspectos operacionais e de gestão, como a renovação da frota”, diz o estudo realizado com apoio da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU).
A percepção de queda na qualidade dos veículos em circulação acaba desestimulando seu uso, pela falta de conforto, segundo a pesquisa. Esta foi, aliás, a principal razão apontada pelos utilizadores para a redução – ou mesmo abandono – dos transportes públicos colectivos.
Em meio à busca por acesso a melhores condições, os resultados chamam a atenção para o percentual de pessoas que são a favor do investimento em conforto de viagem e soluções ambientais.
Os dados coletados indicam que mais de 57% dos entrevistados estão dispostos a pagar uma tarifa mais cara para viajar apenas sentados nos ônibus. Em relação à sustentabilidade, 52,6% disseram estar dispostos a pagar uma taxa diferenciada pela utilização de veículos menos poluentes e 32,1% por ônibus elétricos.
Os entrevistados também foram questionados sobre quais seriam os principais problemas relacionados ao transporte público em suas regiões. Além da falta de conforto, foram elencados a insegurança (40%), a tarifa alta (39,5%) e a idade dos ônibus (31,8%).
Quanto à tarifa, na maioria das cidades brasileiras o sistema de transporte público é financiado exclusivamente pelo valor arrecadado com as tarifas dos passageiros. Os entrevistados foram questionados sobre quem eles acreditam que deveria pagar esses custos.
Pouco mais de 20% responderam que concordavam com a política de que o sistema fosse financiado exclusivamente pela tarifa. Na pesquisa de 2017, o grupo com esse entendimento representava 11,3%.
Mas a maioria das pessoas entrevistadas acredita que a operação do sistema deveria ser total ou parcialmente financiada pelo governo.
Serviço essencial
Apesar de todas as dificuldades, a pesquisa conclui que o transporte público urbano ainda se caracteriza como um serviço fundamental para a população de baixa renda, visto que as classes C e D/E são as que mais viajam de ônibus (79,2%), urbanas /trem metropolitano (77,1%) e metrô (62,3%).
O percentual elevado, segundo o estudo, destaca a importância de maior atenção ao acesso para a população de menor poder aquisitivo.
“Em um ano de eleições municipais, é fundamental que os candidatos coloquem a mobilidade urbana no centro de suas propostas, garantindo investimentos e políticas que tornem o transporte público mais eficiente, seguro e acessível para todos”, finaliza o presidente da CNT, Vander Costa .
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