Uma megaoperação, deflagrada na manhã desta terça-feira (6), tem como alvo a atuação do PCC e todo um ecossistema criminoso na região da Cracolândia, no centro de São Paulo. Entre os alvos dos mandados de prisão estão três guardas civis metropolitanos e um ex-agente da GCM suspeito de operar uma milícia que extorque dinheiro de comerciantes da região.
A Prefeitura de São Paulo afirmou que solicitou ao Ministério Público (MPSP), em junho de 2023, a prisão preventiva do ex-agente da Guarda Civil Metropolitana Elisson de Assis, suspeito de integrar o grupo. O caso foi aberto em janeiro deste ano, mas a Prefeitura continuou investigando as denúncias envolvendo o agente, que foi expulso da corporação.
Os guardas civis Antônio Carlos Amorim Oliveira e Renata Oliva de Freitas Scorsafava já foram afastados e o processo de expulsão está em andamento. O então GCM Rubens Alexandre Bezerra foi expulso da corporação em julho de 2019.
Mais de mil agentes públicos estão nas ruas para cumprir sete mandados de prisão, sendo 117 de busca e apreensão, 46 de prisão, sequestro e bloqueio de bens e 44 de interdição de bens.
Batizada de Salus et Dignitas — expressão latina que significa saúde e dignidade — a operação conta com a participação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), do governo do Estado, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal ( PF), Receita Federal e Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo procuradores do Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o PCC transformou a região central da capital paulista em uma “ecossistema de atividades ilícitas explorada por diversos grupos criminosos organizados e caracterizada pela violação sistemática dos direitos das pessoas em situação vulnerável”.
As investigações indicam que o tráfico de drogas, controlado pela facção paulista, é apenas uma das atividades do repertório criminoso da Cracolândia.
Diversos grupos criminosos seriam responsáveis pela realização de atividades como comércio ilegal e recebimento de peças de veículos, armas e celulares; contaminação do solo por reciclagem e sucata; exploração da prostituição; captura ilegal de transmissores de rádio policiais e submissão de pessoas a trabalhos análogos à escravidão.
Nos pedidos deferidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, os procuradores do Gaeco afirmam que o PCC tem atuado estrategicamente na Cracolândia e em diversas outras áreas do centro, replicando a lógica da economia agentes, mas no mercado ilícito.
“Ao garantir o controlo de um determinado território, é possível maximizar os lucros através de atividades ilícitas diversificadas, ao mesmo tempo que são ultrapassadas as restrições que limitam a sua expansão. O ambiente desordenado favorece a prática de atividades ilícitas, sendo os usuários de drogas, entre outros, vítimas de organizações criminosas”, afirma o MPSP.
Imóveis destinados à venda e consumo de drogas serão lacrados como parte da operação. Segundo o governo de São Paulo, uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais de saúde e assistência social, será responsável pelo atendimento às famílias que moram nos imóveis alvo da operação.
O governo afirmou ainda que a operação também inclui ações integradas de outras secretarias e da Prefeitura de São Paulo para emissão de documentos, alimentos e distribuição de kits com roupas e produtos de higiene pessoal.
A Prefeitura informou que participou, em conjunto com o Ministério Público do governo do Estado, de todas as discussões sobre a operação lançada nesta terça-feira (6).
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