A Escola Estadual de Jornalismo Vladimir Herzog, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, abriu mão da adesão ao modelo cívico-militar no último domingo (21). A decisão ocorre após polêmicas envolvendo o nome da personalidade que a instituição recebe e o formato educacional considerado.
A Secretaria de Educação de São Paulo (Seduc-SP) divulgou edital para abertura de consulta pública, para que as comunidades escolares opinem sobre a implantação do modelo escolar cívico-militar na rede pública estadual, na última quinta-feira (18).
Entre as 302 instituições de ensino, cujos diretores manifestaram interesse em trabalhar no modelo proposto, a partir de 2025, estava a Escola Estadual Jornalista Vladimir Herzog.
Ao tomar conhecimento da informação, o site do Instituto Vladimir Herzog (IVH) emitiu nota de repúdio na última sexta-feira (19). O texto relata que “a mera ideia de militarizar uma escola que leva o nome de Vladimir Herzog, jornalista brutalmente assassinado por agentes da ditadura civil-militar instituída em 1964, é uma afronta inaceitável”.
Segundo o Instituto, o projeto considerou “desrespeitar e ferir a história, o legado e os valores democráticos defendidos por Vlado durante sua vida”.
A CNN, a Seduc-SP informou na tarde desta segunda-feira (22) que “a direção da escola considerou a proposta do programa cívico-militar com a intenção de dar transparência ao projeto e ao processo seletivo, considerando a consulta pública da comunidade escolar. Após análise, a instituição decidiu não dar continuidade ao processo.”
Nas redes sociais, a Escola Estadual Jornalista Vladimir Herzog publicou nota informando sobre a desistência de aderir ao projeto.
No comunicado, a instituição reafirmou ainda o seu compromisso com a “promoção da educação pública de qualidade”, e informou que a metodologia pedagógica da escola “visa abranger valores essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos, baseada nos princípios da democracia, da pluralidade e do social”. inclusão.”
A CNN contatou o Instituto Vladimir Herzog na tarde desta segunda-feira (22). A associação emitiu um novo posicionamento quanto à desistência da escola na implementação do projeto.
No documento, o IVH informou que considera o processo de afastamento da unidade de ensino uma medida de “vitória significativa das manifestações populares e da mobilização social”.
Além disso, o instituto reafirmou o seu compromisso com a “educação pública, inclusiva e de qualidade” e informou que continuará a “mobilizar-se contra quaisquer iniciativas que ameacem estes princípios”.
Escolas cívico-militares
Em relação às escolas cívico-militares, com base no edital publicado pela Seduc-SP na semana passada, as unidades de ensino que manifestaram interesse no formato deverão realizar consulta pública, até 31 de julho, com os pais ou responsáveis pelos alunos. O que for decidido pelas comunidades escolares deverá ser cadastrado por meio da Secretaria Escolar Digital (SED) entre os dias 1º e 15 de agosto.
A expectativa do ministério é que pelo menos 45 unidades de ensino da rede estadual de ensino tenham o projeto implementado em 2025. Caso mais de 45 instituições manifestem interesse no programa durante a consulta pública, serão adotados alguns critérios de desempate para a seleção das escolas que iniciará o programa.
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