A Eletrobras (ELET3;ELET6) anunciou nesta segunda-feira (10) a conclusão da tão esperada venda de seu portfólio termelétrico para a Âmbar por R$ 4,7 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões em dinheiro e R$ 1,2 bilhão em ganhos (um estrutura na qual os vendedores “ganham” parte do preço de compra com base no desempenho do negócio após a aquisição).
A Eletrobras informou ainda que qualquer valor de dívida ou caixa da carteira termelétrica não será repassado à Âmbar. A transferência de ativos também transfere para a Âmbar os contratos com a Amazonas Energia, que deixou de pagar R$ 430 milhões em pagamentos à Eletrobras por trimestre.
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Além disso, foram assinados outros dois acordos: (i) em caso de mudança de controle da Amazonas Energia, a empresa transferirá para a Âmbar todos os créditos ativos associados à Amazonas, em troca de opção de compra da distribuidora; e (ii) ambas as partes (Eletrobras e Âmbar) chegaram a um acordo para alterar a opção de compra do complexo eólico Baleia, e a Eletrobras terá pleno direito à indenização do seguro pelo ativo.
O JPMorgan avalia a venda como neutra apenas no valor, mas muito positiva na mitigação de riscos. Isso porque a venda está em linha com a estimativa do banco de R$ 3,3 bilhões, excluindo os ganhos, e é positiva para a estratégia de descarbonização da Eletrobras.
Porém, segundo o JPMorgan, o principal destaque é a mitigação dos riscos relacionados aos recebíveis do Amazonas, que são transferidos para a Âmbar. A Eletrobras possui R$ 7,3 bilhões a receber da Amazonas Energia devido a inadimplências passadas e atualmente está inadimplente em outros R$ 430 milhões por trimestre, impactando significativamente os resultados.
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“A transferência de contratos significa a eliminação de uma perda potencial de R$ 1,7 bilhão por ano para a Eletrobras (2% do valor de mercado). Trocar recebíveis por participação na distribuidora é uma matemática mais complexa de se fazer, visto que vai depender das condições da distribuidora, mas, considerando que atribuímos valor zero a esses recebíveis, vemos esse acordo como potencialmente positivo”, explica o JPMorgan .
O Itaú BBA também considera o negócio altamente positivo e reitera seu rating superar (desempenho acima da média do mercado, equivalente a compra) e preço alvo de R$ 59,60 para as ações ordinárias da companhia.
“A empresa estabeleceu com sucesso uma estrutura de transação robusta, com vantagens claras, ao mesmo tempo que aborda questões importantes relacionadas com o crédito”, comenta o BBA.
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Na semana passada, a Eletrobras captou R$ 10,9 bilhões para aumentar sua liquidez de curto prazo, posicionando a empresa para capitalizar oportunidades emergentes. O BBA avalia que esse movimento pode indicar avanços em direção a uma potencial resolução com o governo federal em relação à disputa pelo direito de voto, potencialmente exigindo mais de R$ 20 bilhões em pagamentos anteriores da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).
Além disso, o potencial desinvestimento de participações minoritárias em outras empresas poderia gerar R$ 5 bilhões extras. Consequentemente, com os recursos provenientes da emissão de dívida e da venda de ativos, a Eletrobras teria os recursos necessários para a liquidação. É importante observar que não há confirmação oficial de um acordo no momento.
Na mesma linha do BBA e do JPMorgan, o Bradesco BBI avalia a transação como positiva, pois estimou que essas unidades de geração térmica valiam entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,0 bilhões
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“Mais importante ainda é o fato de a Eletrobras finalmente acabar com o risco de ter que negociar com o Amazonas, ao qual está vinculada a maior parte da receita dessas termelétricas”, destaca.
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Segundo o BBI, outra externalidade positiva deste negócio é a redução da geração não renovável no portfólio da empresa. O portfólio consolidado da Eletrobras passará a ser composto por geração 100% renovável (principalmente hidrelétrica).
O único ativo não renovável que permanecerá no portfólio da empresa será a sua participação minoritária (não consolidada) nas usinas nucleares de Angra (controladas pelo governo federal). Obviamente, este é um ativo mais complexo de sair, pois envolve expectativas sobre a construção do projeto greenfield de Angra III, que foi acordado no momento da privatização da Eletrobras, mas que poderia fazer parte de uma negociação em igualdade de condições com o governo. . Não quero abandonar o litígio do limite de votação de 10%.
Segundo estimativas do BBI, a alavancagem pós-negócio da Eletrobras permaneceria relativamente estável, além da entrada de caixa de R$ 4,7 bilhões (preço de venda).
Por fim, o BBI mantém rating de compra para ELET6 e preço alvo de R$ 59.
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