O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (2) que a desoneração da folha de pagamento e a redução da alíquota previdenciária dos municípios poderão custar R$ 55 bilhões aos cofres públicos até 2027, ano estipulado para a fim destas medidas.
Ele explicou que a previsão inicial do impacto financeiro foi ajustada para cima e pode ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões apenas em 2025, pois nem todas as empresas usuárias do benefício ainda não preencheram a Declaração de Incentivos, Isenções, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi) — Instrumento de controle de benefícios da Receita Federal. Portanto, o número pode ser maior e significar maior renúncia.
“Estamos vendo que o custo da isenção pode superar as expectativas. Até o momento, 26 mil das 32 mil empresas beneficiadas já prestaram depoimento, mas muitas ainda precisam responder. Com base nos depoimentos já recebidos e nas estimativas preliminares, o custo poderá ultrapassar os R$ 26 bilhões inicialmente previstos”, disse Durigan.
Para fazer frente a esse prejuízo, o governo aposta em um conjunto de medidas compensatórias —além daquelas que já foram aprovadas no Senado e agora tramitam na Câmara.
Durigan citou o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) como ferramentas fundamentais para recuperar receitas perdidas. As duas medidas foram enviadas ao Congresso Nacional como projeto de lei na semana passada.
Além disso, o governo quer também propor a tributação das grandes empresas tecnológicas, de acordo com o segundo pilar da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que estabelece uma taxa mínima de 15% sobre os lucros das empresas, e a introdução de medidas para a tributação das big techs.
A medida em estudo deverá ser enviada no segundo semestre deste ano, caso haja “frustração de receitas”. O secretário executivo destacou que, caso essas propostas sejam aprovadas pelo Congresso, o governo poderá compensar o impacto das isenções.
“Contamos com a aprovação dessas medidas no Congresso para equilibrar o Orçamento e garantir as compensações necessárias. A implementação dessas mudanças é fundamental para suprir o déficit gerado pela isenção fiscal”, afirmou.
Questionado sobre as críticas que a equipe econômica vem recebendo em relação ao volume de projetos que visam aumentar a receita sem olhar para o corte de gastos, Dario Durigan disse que a gestão tem buscado recuperar a base fiscal e citou os cortes de gastos anunciados para 2025 em R$ US$ 25,9 bilhões, além do bloqueio ou contingenciamento de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano.
“Não se trata de uma campanha de angariação de fundos, trata-se de equilibrar o orçamento do país e, se for necessário rever a despesa e bloqueá-la, nós o faremos”, disse.
E acrescentou: “O nosso objetivo não é apenas aumentar a receita, mas corrigir desigualdades e distorções fiscais. Rever a carga tributária é fundamental para que todos paguem o que é justo.”
Gustavo Guimarães, secretário executivo do Ministério do Planejamento, também reforçou a necessidade de recomposição de receitas para manter o equilíbrio fiscal.
“Nos últimos anos, as receitas estabilizaram enquanto as despesas continuaram a aumentar. Primeiro, foi necessária uma recomposição das receitas para manter o nível de receitas consistente com as despesas […] Precisamos do apoio do Congresso e da sociedade. Podemos gastar menos e atender melhor a população”, declarou Guimarães.
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