Localizado a menos de 20 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com oito mil casas e apartamentos, o condomínio residencial Jardins Mangueiral é o ponto de partida escolhido pelo economista Carlos Vieira para responder a uma questão com consequências sociais de enorme importância: projetos de parcerias público-privadas podem (PPP) são alternativas viáveis para mitigar o déficit habitacional no Brasil?
A relevância não é exagero: o país tem carência de 6,2 milhões de moradias, pessoas vivendo em condições precárias e sem acesso adequado a serviços básicos, segundo levantamento atualizado pela Fundação João Pinheiro em 2023.
É preciso oferecer soluções, mas o projeto esbarra em limitações orçamentárias nos três níveis de governo: fala-se em investimentos de mais de R$ 2 trilhões para resolver esse drama. Nada, como sabemos, que o poder público consiga resolver sozinho.
Vieira passou então a estudar a fundo esse projeto imobiliário no Distrito Federal como objeto de pesquisa no mestrado em Finanças que cursou na Universidade Sorbonne (França).
A resposta à pergunta inicialmente colocada passou a ser o livro “Parceria Público-Privada (PPP) – Alternativa para o Crescimento do Crédito Imobiliário no Brasil”.
Funcionário de carreira e presidente da Caixa Econômica Federal desde novembro do ano passado, o autor fará o lançamento às 19h30 desta terça-feira (13), no PDI da Asa Sul, em Brasília.
A PPP Jardins Mangueiral, cujo contrato foi assinado em 2009 pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), foi a primeira do gênero no Brasil. Ele inovou com um modelo misto, uma combinação de esforços, que deu certo.
O governo do DF firmou a parceria cedendo um terreno de aproximadamente 200 hectares, localizado na região administrativa de São Sebastião, na confluência com o Jardim Botânico —área relativamente valorizada da capital federal.
Seis empresas privadas foram responsáveis pela infraestrutura urbana e pela construção das 8 mil unidades habitacionais do empreendimento. Possui infraestrutura urbana de água e esgoto, iluminação pública, ruas pavimentadas, áreas de lazer, praças e parques.
As unidades habitacionais — casas de dois e três dormitórios, além de apartamentos de dois dormitórios — foram alocadas às famílias cadastradas no cadastro de beneficiários da Codhab.
A Caixa financiou os imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Segundo Vieira, ao mesmo tempo que desonerou o orçamento público, a PPP foi lucrativa para o parceiro privado. O lucro líquido do projeto ficou 80% acima do modelo convencional porque não houve gastos com terrenos.
Conclusão do atual presidente da Caixa: “As parcerias público-privadas, no contexto imobiliário brasileiro, mostram-se uma alternativa capaz de mitigar os desafios enfrentados ao consolidar estratégias para erradicar o déficit imobiliário no país — desde que haja , por parte do poder público, uma contrapartida atrativa e vantajosa, como a doação de terreno para construção do empreendimento”.
Primeira PPP habitacional do Brasil, o projeto Jardins Mangueiral tornou-se referência de sucesso, diz Vieira no livro.
Não há necessidade de falar sobre uma solução única. Mas a experiência detalhada pelo autor, se replicada em outras cidades, poderá ajudar na mobilização do capital privado e contribuir decisivamente para combater o défice de 6,2 milhões de habitações.
Compartilhar:
taxa de juros para empréstimo consignado
empréstimo para aposentado sem margem
como fazer empréstimo consignado pelo inss
emprestimos sem margem
taxa de juros empréstimo consignado
consiga empréstimo
refinanciamento emprestimo consignado
simulador empréstimo caixa
valores de emprestimos consignados
empréstimo para funcionários públicos
valores de empréstimo consignado