A aplicação do Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto do pecado”, sobre carros elétricos, atividades de mineração e petróleo surpreendeu negativamente o advogado Luiz Gustavo Bichara.
O tributarista destaca em entrevista ao Guerra Mundial que os anúncios desta quinta-feira (4) sobre a reforma tributária mostram como os contribuintes não foram ouvidos no processo de formulação do projeto.
“Esses projetos foram geridos por um grupo de trabalho do Executivo do qual o contribuinte não participou. O grupo de trabalho foi formado por burocratas da União, estados e municípios. Então, esperar que alguém ali defenda o contribuinte é como esperar que haja um desfile de perus em defesa do Natal”, enfatiza o advogado para CNN.
“Os colaboradores não foram ouvidos durante a elaboração destes projetos, ou pelo menos não foram ouvidos da forma que deveriam”, afirma o especialista.
O advogado critica largamente a forma como foi aplicado o “imposto sobre o pecado”, cuja intenção deveria ser desencorajar práticas. Para Bichara, algumas inclusões feitas geram descontentamento justificado.
“Estamos discutindo um imposto que deve agravar comportamentos indesejados pela sociedade, aqueles que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. E então encerraremos esta discussão taxando as exportações de minério de ferro e petróleo. Se quisermos debater o aumento dos royalties, é um debate que podemos fazer com tranquilidade. Agora, eu não vi Imposto Seletivo”, pontua o tributarista.
A inclusão dos carros elétricos — o que seria justificado pela quantidade de resíduos gerados após o fim da vida útil das baterias desses veículos — foi um dos temas destacados.
“A questão do carro elétrico, fiquei um pouco impressionado. Porque se o imposto se destina a tributar bens prejudiciais à saúde ou ao ambiente, pelo que sei o carro eléctrico contribui para o ambiente. Então, teoricamente deveria acontecer o contrário, acho que deveria ser incentivado”, questiona.
Corrida problemática
Na avaliação de Bichara, uma “reforma tributária demorou 50 anos para ser feita” está sendo discutida com muita pressa.
“Não consigo entender essa pressa. A transição só começa em 2026, poderíamos perfeitamente passar mais alguns meses amadurecendo o texto. Acho essa pressa profundamente indesejada e mais ainda, acho que é injustificada. Acho que essa pressa anda de mãos dadas com um planejamento insuficiente e crônico das consequências”, finaliza o tributarista.
Compartilhar:
taxa de juros para empréstimo consignado
empréstimo para aposentado sem margem
como fazer empréstimo consignado pelo inss
emprestimos sem margem
taxa de juros empréstimo consignado
consiga empréstimo
refinanciamento emprestimo consignado
simulador empréstimo caixa
valores de emprestimos consignados
empréstimo para funcionários públicos
valores de empréstimo consignado