Os brasileiros que investem em ações se acostumaram com a Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3, PETR4) determinando o movimento do Ibovespa. Afinal, juntas, as empresas têm participação de 22,75% no índice benchmark. Apesar dos reveses que envolvem a economia e a política chinesas, eles ainda são grandes geradores de caixa. Mas será que isso ainda será verdade daqui a dez anos?
Alguns fatores geopolíticos e tecnológicos colocam o minério de ferro e o petróleo, principais produtos das gigantes B3, em questão no longo prazo. A avaliação é que todos previam uma menor procura por commodities no futuro, mas viam esse futuro como mais distante.
Para os gestores, as commodities perderão valor mais cedo do que o mercado projetava. Nos combustíveis, o mundo acompanha diversos investimentos para mudar a matriz energética das economias, com a energia nuclear (que utiliza urânio como combustível) e os carros elétricos avançando e ameaçando as perspectivas para o petróleo. A má notícia para as mineradoras é que “o maior comprador de minério do mundo (China) decidiu que agora o legal é fabricar carros elétricos, que não consomem aço como os arranha-céus de 50 andares”, diz Ruy Alves, macro gerente Kinea Global.
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Lucratividade ameaçada
Flavio Conde, analista da Levante, afirma que a tendência é de queda nos preços do petróleo e do minério de ferro nos próximos anos e a estimativa para os balanços das empresas “não é de crescimento, é de manutenção dos resultados, no melhor cenário”.
Ele explica que a oferta de commodities não é um problema, pois as mineradoras e petrolíferas estão cada vez mais eficientes, e que a justificativa para a esperada queda nos preços é a demanda. “O novo normal para o petróleo será a menor procura”, diz ele. Nesta terça-feira (10), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu a previsão de crescimento da demanda em 2024 e 2025, o que fez com que o petróleo WTI caísse 4,31%.
No minério de ferro, a dependência ainda é maior da China, o que poderia ser resolvido se a Índia investisse mais na construção civil, mas o país “não tem gente querendo puxar para cima as camadas inferiores”.
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Outro agravante para a matéria-prima do aço é que o petróleo é o “pai das commodities” – como Conde o chama – e todas as demais produções dependem de combustíveis fósseis. Portanto, se o petróleo ficar mais barato, as siderúrgicas na China começarão a pagar menos pelo minério porque a produção será mais barata.
A hegemonia acabará?
Mesmo com projeções pessimistas para as commodities no longo prazo, Hayson Silva, analista da Nova Futura Investimentos, projeta que o único setor que pode ameaçar os dois gigantes é o financeiro, que conta com grandes nomes como Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4): “pode ser que as empresas da área aumentem seu peso no Ibovespa enquanto Vale e Petro reduzam gradativamente sua participação”.
Porém, por enquanto, os analistas não veem o fim do domínio das duas gigantes no Ibovespa. “O mercado precifica o que pode ver agora”, diz Conde, argumentando que essas perspectivas de longo prazo ainda não estão no preço das ações.
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Até quando você terá na carteira?
Embora as mudanças na economia global tenham ganho velocidade, os especialistas defendem o investimento nos gigantes B3 no curto prazo, argumentando que ainda proporcionam bons dividendos e podem adaptar-se aos carros eléctricos, às centrais nucleares e à menor construção de edifícios.
“Quem investe nessas ações não pensa em valorização, ninguém pensa que o PETR4 vai subir para R$ 50, ou que a VALE3 vai voltar para R$ 80; quem está long pensa em dividendos robustos e liquidez”, diz Conde.
Régis Chinchila, chefe de pesquisa da Terra Investimentos, destaca o investimento da Petrobras em energia renovável e a diversificação do portfólio da Vale (que também vende níquel, cobre, manganês e ferroligas) para afirmar que “as empresas ainda podem oferecer valor, mesmo em um cenário econômico global desafiador cenário”.
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Aos investidores preocupados com o longo prazo, Silva recomenda monitorar a distribuição de dividendos: “quando você perceber que a demanda está impactando os resultados e os lucros não estão sendo repassados, é hora de reduzir sua posição”, mas o analista reforça que “por enquanto eles estão bem”.
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