As distribuidoras de energia elétrica avaliam que as regras definidas pelo governo federal para a renovação de 20 concessões impõem “critérios desafiadores”, que exigirão mais investimentos e custos adicionais, disse esta sexta-feira a associação que representa o segmento.
O governo publicou nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União o decreto com diretrizes para a renovação dos contratos das distribuidoras que vencem entre 2025 e 2031, que respondem por mais de 60% do mercado brasileiro de distribuição de energia.
As regras, apresentadas na véspera pelo Ministério de Minas e Energia, após longo processo de discussão com o setor elétrico, exigem maior qualidade na prestação de serviços aos consumidores, com penalidades mais severas em caso de descumprimento.
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Segundo a Abradee, que representa as distribuidoras de energia, o decreto “cria estabilidade regulatória e segurança jurídica para o segmento”, mas também levanta preocupações.
O principal ponto levantado pelas concessionárias está relacionado aos eventos climáticos extremos, como tempestades e inundações, que têm afetado com maior frequência os serviços de distribuição de energia, causando danos à rede elétrica.
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Pelo decreto, as concessionárias serão obrigadas a restabelecer prontamente os serviços aos consumidores, mesmo diante desses eventos, que atualmente estão sujeitos a expurgos regulatórios das empresas.
Abradee lembrou que os impactos de eventos climáticos extremos são muitas vezes imprevisíveis e fogem ao controle dos distribuidores.
“É importante que a regulação considere prazos adequados de adaptação e transição para as novas regras, respeitando as especificidades e diferenças de cada área de concessão de um país continental como o Brasil”, afirmou a entidade.
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O decreto prevê ainda que as distribuidoras que descumprirem seus indicadores regulatórios poderão ter seus pagamentos de dividendos e juros sobre capital próprio limitados pela agência reguladora Aneel, respeitados os limites mínimos legais.
Para Abradee, essa norma sobre dividendos poderia violar as bases legais que sustentam o fluxo de investimentos na economia. “Esse dispositivo poderia desviar investimentos, impactando diretamente nos serviços prestados aos consumidores.”
“As distribuidoras também estão preocupadas com a criação da figura do ‘carteiro’, destinada à gestão de postes e fios. A Abradee entende que a transferência dessa infraestrutura não deveria ser compulsória”, acrescentou a entidade.
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O processo de renovação dos 20 contratos vencidos envolve grandes empresas do setor elétrico, como Enel, CPFL, Neoenergia, Equatorial e Energisa.
As concessionárias que não atingirem, por dois anos consecutivos, os níveis regulatórios de qualidade do fornecimento de energia e de gestão econômico-financeira poderão entrar em processo de caducidade de contrato — alternativa atualmente difícil de ocorrer.
Também foram incluídas nos novos contratos regras que adaptam o cálculo dos indicadores regulatórios à realidade da concessão para distribuidoras que atuam em áreas consideradas complexas e com restrições à operação de equipes por questões de segurança, como Light e Enel Rio.
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