Brasil sediará a 10ª edição da Copa de Futebol Feminino da FIFA de 2027, o anúncio foi divulgado na madrugada desta sexta-feira, no 74º congresso da entidade, no Centro Nacional de Convenções Queen Sirikit, em Bangkok, na Tailândia. A delegação brasileira comemorou muito a decisão que trará o campeonato, pela primeira vez, para a América do Sul.
“O Brasil está pronto! Nossos jogadores nasceram prontos! Esta será a copa do Brasil, mas também de toda a América do Sul. E marcará um novo momento para o futebol feminino em nosso continente”, disse o ministro do Esporte, André Fufuca, representante do governo brasileiro no Congresso da FIFA, ao comemorar o resultado alcançado na Tailândia.
Na opinião do ministro, será uma oportunidade única para promover a igualdade de género e o desenvolvimento do futebol feminino. Segundo ele, os jogadores que fazem o futebol brasileiro servirão de inspiração para as gerações futuras, mas também ajudarão o Brasil a criar um impacto positivo duradouro na sociedade, promovendo a inclusão, a diversidade e a igualdade no esporte e muito mais. Além disso, a visibilidade e o reconhecimento das equipas femininas ajudarão a combater os estereótipos de género e a promover uma cultura de respeito e empoderamento.
Integrante da delegação brasileira, Julia Gelli, diretora de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, acredita que a Copa do Mundo Feminina de 2027 deixará um legado imenso para o Brasil, além de consolidar o que já existe, não só no campo esportivo, mas também no social, económico e cultural. “Se no passado as mulheres eram proibidas de jogar futebol, no presente elas ganham o espaço merecido e estratégico para reduzir a desigualdade de oportunidades entre homens e mulheres”, disse Júlia.
Para o ministro André Fufuca, esta Copa do Mundo confirma que o governo brasileiro, ao criar medidas de incentivo à prática para maior valorização e popularização do futebol praticado por meninas e mulheres, está no caminho certo. Ele ressaltou ainda que, por meio da Presidência da República, do Ministério dos Esportes e do Itamaraty, o governo federal está à disposição da Confederação Brasileira de Futebol para fazer o que for necessário para que esta copa seja um sucesso.
O diretor de Futebol e Direitos do Torcedor, Athirson Mazolli, destacou a importância da Copa do Mundo na valorização das mulheres que veem o futebol como um espaço cada vez mais feminino. “Será um evento extraordinário e motivador para construir a consciência política do povo brasileiro, para que entendam a participação das mulheres de forma efetiva em todos os cantos em que possam participar, onde quiserem, como quiserem”, disse Athirson.
Por fim, o ministro André Fufuca fez questão de mencionar a luta do povo gaúcho no enfrentamento da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, estado que está na lista dos que sediarão jogos da Copa do Mundo . “Queremos dedicar esta vitória também aos nossos irmãos do Rio Grande do Sul, que certamente será um dos estados-sede da Copa Feminina de 2027. Neste momento quero reiterar o compromisso do Presidente Lula e do Governo Federal em ajudar na reconstrução do Estado. Não pouparemos esforços para que nosso povo se recupere no menor tempo possível e possamos comemorar juntos outras vitórias para o Brasil”, finalizou o ministro.
A delegação brasileira em Bangkok incluiu, além do ministro do Esporte, André Fufuca, o secretário de Futebol e Defesa dos Direitos da Torcida do Ministério do Esporte, Athirson Mazolli, o diretor de Políticas de Futebol e Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte. Esportivos, Julia Gelli, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, Aline Pellegrino (vice-campeã mundial em 2007 e atual coordenadora das competições femininas da CBF), Kerolin (atacante da Seleção Brasileira), Formiga (o única atleta a disputar sete Copas do Mundo FIFA) FIFA World), os consultores Valesca Araújo, Jacqueline Barros, Manuela Biz e o consultor Ricardo.